17/12/2013

Dr. Barakat se pronuncia sobre reportagem da VEJA São Paulo: "Foi tendenciosa"

Em nota, médico contou a sua versão sobre consulta realizada com jornalista da publicação


Dr. Mohamad BarakatO Dr. Mohamad Barakat, citado em uma reportagem da revista VEJA São Paulo sobre médicos que receitam bombas, se pronunciou em uma nota divulgada à imprensa no sábado passado, dia 14. "Resolvi me pronunciar por respeito aos meus amigos, pacientes e seguidores", inicia a nota.

O médico de 50 anos, que possui 23 anos de carreira, disse que a reportagem da VEJA São Paulo "foi tendenciosa, manipuladora e sensacionalista".

"O que ocorre, na verdade, é que a matéria é tendenciosa e utiliza falas minhas desconexas, dando a entender coisas que não são verdades", explicou.

Ele contou a sua versão sobre a consulta realizada com o jornalista. "Há alguns meses o editor da revista me procurou para uma consulta. Conforme a conversa e os exames de sangue apresentados ficou estabelecido uma modulação hormonal, prática reiterada e comum em pacientes que possuem alterações nos níveis de hormônios", disse.

Modulação hormonal


O médico afirmou que não usa hormônios em indivíduos que não possuem alterações clínicas. "Em relação ao uso de hormônios, como eu sempre digo, é preciso ser feito de forma ética, consciente e por um profissional capacitado!", disse.

O doutor defendeu os benefícios da modulação hormonal e explicou que ela não se relaciona ao uso de anabolizantes: "A modulação hormonal possui sim benefícios ao organismo quando feita da maneira e dosagem corretas. Modulação hormonal é equivocadamente relacionada aos anabolizantes, uma visão distorcida da realidade. A modulação hormonal só ocorre após a realização de exames que comprovem que ela será benéfica", esclareceu.

Mohamad deu explicações sobre as substâncias prescritas para o jornalista, "que apresentou níveis mínimos de testosterona dentro do padrão de normalidade". O creme transdérmico de testosterona foi receitado para modulação hormonal. Ele também justificou a indicação dos anabólicos oxandrolona e estanazolal ao afirmar que são substâncias "lícitas, liberadas pela ANVISA e disponíveis no mercado brasileiro de manipulação".

Ao contrário do que afirmou a revista, Barakat disse que não receitou aplicações de GH para o jornalista em sua clínica. "A desinformação do repórter em relação ao tema abordado é tão grande, que ele se atropela fazendo afirmações caluniosas. Na matéria ele diz que foi indicado GH com aplicação na clínica, o que é uma inverdade, pois, primeiramente, conforme pode ser visto na receita, sequer está descrita a prescrição deste hormônio. Além disso, ele demonstra total desinformação e má fé ao informar que a aplicação é feita na clínica", disse.

Tom pejorativo


Barakat, citado pela publicação como "um dos profetas da turma da malhação intensiva", manifestou seu desagrado pelo tom pejorativo com que seu nome foi citado na matéria: "Na reportagem o que me deixou mais indignado foi o tom pejorativo sobre o meu estilo e história de vida. Eu malho todos os dias, me alimento saudavelmente, não tenho vícios e prezo sempre pela qualidade de vida. Usar esse tipo de tom para falar sobre o estilo de vida é negar todos os benefícios de uma vida saudável, é falar sem conhecimento de causa", disse.

Ele também comentou a maneira como a sua formação acadêmica foi questionada pela revista: "Quando ele tenta desmerecer meu currículo pela falta de um título, isso novamente demonstra a falta de informação e o desejo de ferir a minha imagem, pois o título de especialista é utilizado para fins acadêmicos e concursos público e sua falta NÃO INVIABILIZA a prática da medicina", disse.